Dias desses, alguém me falou que os bons relacionamentos não podem ser pautados por sexo.
Pasmei.
Todos os relacionamentos dos quais mais gostei foram pautados guiados suados crivados por sexo.
É ridícula essa polarização alma vs. corpo. Em que ainda a alma resta acima do corpo.
Como se sexo fosse vil.
Isso é catolicismo, não é amor.
Amar é abrir botões.
Amar é todos os dias abrir cada botão da camisa dele, abrir com uma mão só, enquanto a outra vasculha e interroga aquele corpo, como se o jamais tivesse visto.
Como se o conhecesse há décadas.
É enrolar os dedos na tentativa de abrir mais rápido cada um deles, futebol de mesa em seu peito, que se aproxima, e me aproximo junto, tão junto que entre nossos dois corpos não há espaço suficiente para uma alma sequer.
Que se foda a alma.
Não entendo pessoas que precisam de confiança para ter sexo. Sou tão mais modesta, uma camisinha já me satisfaz.
Como confiar em alguém que ouve uma mulher falar horas a fio sem ganhar nada por isso ou estar nu ao seu lado?
Isso não é amor, é tortura.
Como confiar em uma mulher que aguenta o mau-humor masculino após um jogo idiota de futebol sem que à noite ele a faça sorrir?
Nem Capitu dissimula tão bem.
Só confio em casais que têm sexo antes de ter discussões existenciais.
O inferno são os outros,
mas são também parada obrigatória para o paraíso.
Pasmei.
Todos os relacionamentos dos quais mais gostei foram pautados guiados suados crivados por sexo.
É ridícula essa polarização alma vs. corpo. Em que ainda a alma resta acima do corpo.
Como se sexo fosse vil.
Isso é catolicismo, não é amor.
Amar é abrir botões.
Amar é todos os dias abrir cada botão da camisa dele, abrir com uma mão só, enquanto a outra vasculha e interroga aquele corpo, como se o jamais tivesse visto.
Como se o conhecesse há décadas.
É enrolar os dedos na tentativa de abrir mais rápido cada um deles, futebol de mesa em seu peito, que se aproxima, e me aproximo junto, tão junto que entre nossos dois corpos não há espaço suficiente para uma alma sequer.
Que se foda a alma.
Não entendo pessoas que precisam de confiança para ter sexo. Sou tão mais modesta, uma camisinha já me satisfaz.
Como confiar em alguém que ouve uma mulher falar horas a fio sem ganhar nada por isso ou estar nu ao seu lado?
Isso não é amor, é tortura.
Como confiar em uma mulher que aguenta o mau-humor masculino após um jogo idiota de futebol sem que à noite ele a faça sorrir?
Nem Capitu dissimula tão bem.
Só confio em casais que têm sexo antes de ter discussões existenciais.
O inferno são os outros,
mas são também parada obrigatória para o paraíso.
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